quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Franz Kafka







Franz Kafka

Influências:
Søren Kierkegaard, Fyodor Dostoevsky, Charles Dickens, Nietzsche;


Influenciados:
Albert Camus, Federico Fellini, Isaac Bashevis Singer, Gabriel Garcia Marquez, Carlos Fuentes, Salman Rushdie, Haruki Murakami.

Biografia
Filho mais velho de Herrmann Kafka, um abastado comerciante judeu, e de sua esposa Julie, nascida Löwy. Kafka cresce sob as influências de três culturas: a judaica, a checa e a alemã.

Educação
Kafka aprendeu alemão como sua primeira língua, contudo era quase fluente em checo. Formado em Direito, em 1906, trabalhou como advogado a princípio na companhia particular Assicurazioni Generali e depois no semi-estatal Instituto de Seguros contra Acidentes do Trabalho. Solitário, com a vida afetiva marcada por irresoluções e frustrações, Kafka nunca atingiu fama ou fortuna com seus livros, na maioria editados postumamente.


Obra
O seu livro A Metamorfose (1916) narra o caso de um homem que acorda transformado num gigantesco inseto; O Processo (1925) conta a história de um certo Josef K., julgado e condenado por um crime que ele mesmo ignora; O Castelo (1926), o agrimensor K. não consegue ter acesso aos senhores que o contrataram. Essas três obras-primas definem não apenas boa parte do que se conhece até hoje como "literatura moderna", mas o próprio carácter do século: kafkiano.
Autor de várias colectâneas de contos, Kafka escreveu também a avassaladora Carta ao Pai (1919) e centenas de páginas de diários. Deixou inacabado o romance Amerika.
Morreu num
sanatório perto de Viena, onde se internara com tuberculose. Desde então, seu legado - resgatado pelo amigo Max Brod - exerce enorme influência na literatura mundial.


Bibliografia
A escrita de Kafka é marcada pelo seu tom despegado, imparcial, atenciosa ao menor detalhe, e que abrange os temas da alienação e perseguição. Os seus trabalhos mais conhecidos abrangem temas como as pequenas histórias A Metamorfose, Um artista da fome e os romances O Processo, América e O Castelo. Os seus contos são julgados como verdadeiros e realistas, em contato com o homem do século XXI, pois os personagens kafkanianos sofrem de conflitos existenciais, como o homem de hoje. No mundo kafkaniano, os personagens não sabem que rumo podem tomar, não sabem dos objetivos da sua vida, questionam seriamente a existência e acabam sós, diante de uma situção que não planearam, pois todos os acontecimentos se virarão contra eles, não lhes oferecendo a oportunidade de tirar vantagem da situação e, muitas vezes, nem mesmo de sair desta. Por isso, a temática da solidão como fuga, a paranóia e os delírios de influência estão muito ligados à obra kafkiana, sendo comum a existência de personagens secundários que espiam, e conspiram contra o protagonista das histórias de Kafka (geralmente homens, à excepção de alguns contos onde aparecem animais e raros onde a personagem principal é uma mulher). No fundo, estes protagonistas não são mais que projecções do próprio Kafka, onde ele expõe os seus medos, a sua angústia perante o mundo, a sua solidão interior.

2 comentários:

Su disse...

O ano passado estive em Praga...Adorei e claro está fui beber um chá e comer uma tarte de maça ao cafe do Kafka, que é composto por mesas e cadeiras castanho muito escuro,e há quem diga que antigamento os empregados serviam à mesa vestidos de Smoking(n sei se é assim que se escreve).Su

Anónimo disse...

Olá, só de ver que fizeste um artigo sobre Kafka já fiquei satisfeito. Tento ler e coleccionar todas as suas obras. Abraço.