terça-feira, 16 de janeiro de 2007







ELIS REGINA






Biografia

Elis Regina cantando "O bêbado e a equilibrista"...




Elis Regina nasceu na capital no Rio Grande do Sul, onde começou sua carreira como cantora aos onze anos de idade num programa de rádio para crianças chamado O Clube do Guri, na Rádio Farroupilha, apresentado por Ari Rego.
Em
1959 foi contratada pela Rádio Gaúcha e em 1961, viajou ao Rio de Janeiro, onde gravou o seu primeiro disco, Viva a Brotolândia.
Lança ainda mais três discos, enquanto morava em Porto Alegre.
Em
1964 parte para o eixo Rio-SP, e, em 1965, vence o Primeiro Festival da MPB, promovido pela Excelsior, lançando-se nacionalmente.
No mesmo ano, assume ao lado de Jair Rodrigues, o comando do programa O Fino da Bossa, que ficaria no ar até 1967 e originaria três discos lançados em 1994, com grande sucesso. Em 1968, numa viagem à Europa a lança-se no eixo musical internacional, tendo grande sucesso, principalmente no Olympia de Paris, quando se tornou a primeira artista a apresentar-se lá duas vezes no mesmo ano...
Durante os anos
70, aprimorou constantemente sua técnica e domínio vocal, registando em discos de alta qualidade técnica parte do melhor da sua geração de músicos.
Em 1975, com o espetáculo Falso Brilhante, que mais tarde virou um disco homônimo, atinge grande sucesso, ficando mais de um ano em cartaz e realizando quase 300 apresentações.
O show foi considerado, anos depois, como o melhor da década de 70.
Ainda teve grande êxito com o espetáculo Transversal do Tempo, em
1978, caracterizando um clima extremamente político e tenso; o Saudades do Brasil, em 1980, obteve sucesso da crítica e do público pela sua originalidade, tanto nas canções quanto nos números com dançarinos amadores;
o seu último show, Trem Azul, em 1981, fora também escolhido como o melhor show daquele ano.
Elis Regina criticou muitas vezes a
ditadura brasileira, que perseguiu e exilou muitos músicos na sua época, seja através de declarações públicas ou pelas canções que interpretava.
Em entrevista, no ano de 1969, declarou que o Brasil era governado por gorilas (Há controvérsias em relação a essa declaração. Existem arquivos dos próprios militares onde ela se justifica dizendo que isso foi criado por jornalistas sensacionalistas). A sua popularidade a manteve fora da prisão, mas foi obrigada pelas autoridades a cantar o Hino Nacional durante um espetáculo num estádio, facto que despertou a ira da esquerda brasileira.
Segundo a análise de alguns, era conhecida por sua primazia pela técnica e qualidade musical dos seus discos, também se notabilizou por lançar boa parte dos grandes nomes da MPB, como
Milton Nascimento, Renato Teixeira, João Bosco e Aldir Blanc, Sueli Costa, entre outros.
Faleceu aos 36 anos de idade em
19 de janeiro de 1982, devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína, tranquilizantes e bebidas alcoólicas. Foi sepultada no Cemitério do Morumbi.
Sempre engajada politicamente, Elis participou de uma série de movimentos de renovação política e cultural brasileira, destacando-se na
Marcha contra as guitarras, ainda nos anos 60, ao lado de artistas como Gilberto Gil e outros, ainda participou activamente na campanha pela amnistia política de exilados brasileiros.
A canção de João Bosco e Aldir Blanc na sua voz, O bêbado e a equilibrista, é tida como o Hino da Amnistia, que coroou a chegada de vários importantes nomes do Brasil, de volta do exterior, a partir de 1979. Um deles, citado na música, era o irmão do Henfil, o Betinho, importante sociólogo brasileiro.
Outra questão importante, o direito dos músicos brasileiros, polêmica que Elis encabeçou, participando de muitas das reuniões efectuadas em Brasília. Além disso, foi presidente da ASSIM,
Associação de Intérpretes e de Músicos.
Elis é mãe de
João Marcelo Bôscoli, fruto de seu casamento com o músico Ronaldo Bôscoli, e de Pedro Camargo Mariano e Maria Rita, filhos do pianista César Camargo Mariano. Os três enveredaram pelo ramo da música.

1 comentário:

Su disse...

Olá!Adorei este cantinho intelectual!Parabéns.