quarta-feira, 13 de junho de 2007

Porto Santo... Santo ...mesmo

A ilha do Porto Santo foi descoberta, em 1418, pelos portugueses, João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo, mais tarde, designado primeiro Capitão Donatário desta ilha.Alguns anos mais tarde, Cristóvão Colombo, passou algum tempo na ilha, tendo casado com uma das filhas de Bartolomeu Perestrelo.
Doado em 1446 por D. Henrique a Bartolomeu Perestrelo, o Porto Santo foi elevado a concelho em 1835.
Em Agosto de 1996 a sua capital, Vila Baleira, foi elevada à categoria de cidade.Existem duas teorias na atribuição do topónimo " Porto Santo" à ilha, semelhantes no acontecimento que originou o nome, mas com dados diferentes relativamente à data e origem dos navegantes.Conta uma lenda popular que remonta a 1418, que João Gonçalves Zarco e restantes navegadores, ter-lhe-iam dado tal nome pelo facto de a ilha lhes ter servido de refúgio no decurso de uma terrível tempestade. Já a segunda versão, historicamente sustentada, aponta que, ainda na Baixa Idade Média, uma embarcação teria encontrado porto seguro nesta ilha, depois de uma violenta tempestade. Assim sendo, confirma-se que antes dos portugueses terem iniciado o seu povoamento em 1418, já a ilha tinha sido baptizada com o nome de Porto Santo.Certa é a data que marcou a chegada ao Porto Santo dos portugueses, Zarco e Tristão Vaz Teixeira - 1418.
Com essa viagem e nesta ilha marcaram o início dos descobrimentos ultramarinos.
Outro importante dado histórico da ilha, constitui o facto de Cristóvão Colombo nela ter habitado, após o seu casamento com Filipa Moniz, filha de Bartolomeu Perestrelo. Numa casa situada no centro de Vila Baleira, hoje Casa Museu Cristóvão Colombo, o navegador genovês preparou a viagem da Descoberta da América.
O Porto Santo é uma ilha de rara beleza bem distinta da ilha da Madeira, apesar da sua proximidade geográfica.O seu ex-libris é uma praia de nove quilómetros de extensão, banhada por um mar deliciosamente calmo, límpido e profundamente azul. Devido à sua paisagem árida, em que predominam os tons quentes de amarelo e castanho, é conhecida como a “ilha dourada”.
























terça-feira, 22 de maio de 2007

ELEPHANTIDAE ... ADMIRE ...PROTEJA ... AME







Elephantidae é uma família de mamíferos proboscídeos elefantídeos, de grande porte, do qual há três espécies no mundo atual, duas africanas (Loxodonta sp.) e uma asiática (Elephas sp.). Há ainda os mamutes (Mammuthus sp.), hoje extintos.
Até recentemente, acreditava-se que havia apenas duas espécies vivas de elefantes, o elefante africano e o elefante asiático, uma espécie menor. Entretanto, estudos recentes de
DNA sugerem que havia, na verdade, duas espécies de elefante africano: Loxodonta africana, da savana, e Loxodonta cyclotis, que vive nas florestas. Os elefantes são os maiores animais terrestres da actualidade pesando até 12 toneladas e medindo em média quatro metros de altura. As suas características mais distintivas são as presas de marfim.Os elefantes são animais herbívoros, alimentando-se de ervas, gramíneas, frutas e folhas de árvores. Dado o seu tamanho, um elefante adulto pode ingerir entre 70 a 150 kg de alimentos por dia. As fémeas vivem em manadas de 10 a 15 animais, lideradas por uma matriarca, compostas por várias reprodutoras e crias de variadas idades. O período de gestação é longo (20 a 22 meses), assim como o desenvolvimento do animal que leva anos a atingir a idade adulta. Os filhotes podem nascer com 90 kg. Os machos adolescentes tendem a viver em pequenos bandos e os machos adultos isolados, encontrando-se com as fémeas apenas no período reprodutivo.
Devido ao seu porte, os elefantes têm poucos
predadores. Os elefantes exercem uma forte influência sobre as savanas, pois mantêm árvores e arbustos sob controle, permitindo que pastagens dominem o ambiente. Eles vivem cerca de 60 anos e morrem quando seus molares caem, impedindo que se alimentem de plantas.
Os elefantes
africanos são maiores que as variedades asiáticas e têm orelhas mais desenvolvidas, uma adaptação que permite libertar calor em condições de altas temperaturas. Outra diferença importante é a ausência de presas. Ao longo da história, os elefantes foram utilizados pelo Homem para várias funções, como transporte, entretenimento e guerra. Os elefantes de guerra foram uma peça táctica importante antes da generalização da artilharia, principalmente nos exércitos de Cartago e do Império Persa. Apesar destes usos, o elefante não é um animal doméstico, na medida em que não é criado em cativeiro. Quase todos os elefantes ao serviço do Homem foram ou são animais domados, isto é, nascidos em liberdade e adaptados às várias funções. Os motivos da falta de sucesso da domesticação dos elefantes incluem as despesas elevadas de manutenção, o longo período de gestação e crescimento e o temperamento por vezes violento destes animais. É por causa da sua personalidade que a grande maioria dos animais domados são fémeas; pelo contrário os elefantes de guerra eram exclusivamente machos. Actualmente a população de elefantes africanos é uma espécie em perigo de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (UICN). Também está registrado no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio de Espécies ameaçadas da Fauna e da Flora (CITES), excepto para as populações naqueles países (como Zimbábue e Botsuana) que foram reclassificados no Apêndice II. Os elefantes africanos encontram-se ameaçados pela caça ilegal e perda de seu habitat.


MALDIVAS... AONDE EU QUERIA ESTAR...








A República das Maldivas é um pequeno país insular situado no Oceano Índico ao sudoeste do Sri Lanka e da Índia, ao sul da Ásia, constituido por 1.196 ilhas, das quais 203 são habitadas, localizadas acerca de 450 km ao sul da península do Deccan. A sua única fronteira real é com o território indiano das Laquedivas, a norte, mas são também o mais próximo vizinho do Território Britânico do Oceano Índico, um conjunto de ilhas localizadas a sul das Maldivas.
Estão agrupadas em 26 atóis, cada um possuindo o nome de uma ou duas letras da escrita
Thaana. Deve o seu nome à derivação em sânscrito, em que mal significa milhares e diva, ilha. Então, seu significado é "milhares de ilhas".
A história antiga das Maldivas é obscura. Segundo a lenda maldivia, um príncipe cingalês chamado Koimale encalhou com a sua esposa, filha do rei do Sri Lanka, numa lagoa das Maldivas e dominou a região como o primeiro sultão.
Com o passar dos séculos, as ilhas foram visitadas e influenciadas por marinheiros dos países do
Mar Arábico e dos litorais do Oceano Índico. Os piratas de Mpla, procedentes da costa do Malabar, actualmente o Estado Indiano de Kerala, arrasaram as ilhas. No século XVI, os portugueses subjugaram e dominaram as ilhas por quinze anos (1558 - 1573) antes de serem expulsos pelo herói nacional e depois Sultão, Muhammad Thakurufaanu Al-Azam.
O país foi governado como um
sultanato islâmico independente na maior parte da sua história entre 1153 e 1968. Foi um protetorado britânico desde 1887 até 25 de julho de 1965. Em 1953, por um breve período, se implantou uma república mas o sultanato restabeleceu-se.
Os maldivios seguiam o
budismo antes de se converterem ao Islamismo, esta conversão é explicada em uma controvertida história mitológica acerca de um demónio chamado Rannamaari.
A independência do Reino Unido foi obtida em 1965, seguindo o sultanato por 3 anos mais. Em
11 de novembro de 1968 foi abolido e substituído por uma república.
Em
26 de dezembro de 2004, as ilhas foram devastadas por um tsunâmi, que se seguiu ao Terremoto do Oceâno Índico de 2004, produzindo ondas de 1.2 a 1.5 metros de altura inundando o país quase por completo. Ao 75 pessoas morreram, incluindo seis estrangeiros, e a infra-estrutura destruiu-se por completo em 13 ilhas habitadas e 29 das ilhas turísticas... mas mesmo assim um destino por muitos idealizado...
eu ... já merecia um mês nas maldivas ...


quarta-feira, 11 de abril de 2007

GANESHA...O MEU OUTRO DEUS...






No Hinduísmo, Ganesha (Sânscrito: गणेश ou श्रीगणेश (quando usado para distinguir status de Senhor) (ou "senhor dos obstáculos," o seu nome é também escrito como Ganesa e Ganesh, algumas vezes referido como Ganapati) é uma das mais conhecidas e veneradas representações de deus.

Ele é o primeiro filho de Shiva e Parvati, e o "esposo" de Buddhi (também chamada Riddhi) e Siddhi. Ele é chamado também de Vinayaka em Kannada, Malayalam e Marathi, Vinayagar e Pillayar (em Tamil), e Vinayakudu em Telugu. 'Ga' simboliza Buddhi (intelecto) e 'Na' simboliza Vijnana (sabedoria).
Ganesha é então considerado o mestre do intelecto e da sabedoria.

Ele é representado como um deus amarelo ou vermelho, com uma grande barriga, quatro braços e a cabeça de elefante com uma única presa, montado num rato.

Ele é frequentemente representado sentado, com uma perna levantada e curvada por cima da outra.
Tipicamente seu nome é prefixado com o título Hindu de respeito 'Shri' ou Sri.
Ganesha é o símbolo das soluções lógicas, e deve ser interpretado como tal.

O Seu corpo é humano enquanto que a cabeça é de um elefante, e ao mesmo tempo,o seu transporte (vahana) é um rato.
Desta forma Ganesha representa uma solução lógica para os problemas, ou "Destruidor de Obstáculos". Sua consorte é Buddhi (um sinônimo de mente) sendo adorado junto de Lakshmi (a deusa da abundância) pelos mercadores e homens de negócios.

A razão sendo a solução lógica para os problemas e a prosperidade são inseparáveis.
O culto de Ganesha é amplamente difundido, mesmo fora da
Índia. Seus devotos são chamados Ganapatyas.

Em termos gerais, Ganesha é uma divinidade muito amada e frequentemente invocada, já que é o Deus da Boa Fortuna que proporciona prosperidade e fortuna é também o Destruidor de Obstáculos de ordem material ou espiritual.

É por este motivo que a sua graça é invocada antes de iniciar qualquer tarefa (por exemplo, viajar, prestar uma prova, realizar um assunto de negócios, uma entrevista de trabalho, realizar uma cerimónia) com
Mantras como: Aum Shri Ganeshaya Namah (salve o nome de ganesha), ou similares.

É também por esse motivo, que tradicionalmente, todas as sessões de bhajan (cântico devocional) se iniciam com uma invocação de Ganesha, o Senhor dos "bons inícios".
Por toda a Índia de cultura hindu, o Sennhor Ganesha é o primeiro ídolo colocado em qualquer nova casa ou templo.
Além disso, Ganesha é associado com o primeiro
chakra, que representa o instinto de conservação e sobrevivência e de procriação.

Atributos Corporais

Cada elemento do corpo de Ganesha tem seu próprio valor e seu próprio significado:
A cabeça de elefante indica fidelidade, inteligência e poder discriminatório;

O facto dele ter apenas uma única presa (a outra estando quebrada) indica a habilidade de Ganesha de superar todas as formas de
dualismo;

As orelhas abertas denotam sabedoria, habilidade de escutar as pessoas que procuram a sua ajuda servindo também para refletir verdades espirituais.

Elas simbolizam a importância de escutar para poder assimilar idéias,e ganhar conhecimento. As grandes orelhas indicam que quando Deus é conhecido, todo conhecimento também o é;

A tromba curvada indica as potencialidades intelectuais que se manifestam na faculdade de discriminação entre o real e o irreal;

Na testa, o
Trishula (arma de Shiva, similar a um Tridente) é desenhado, simbolizando o tempo (passado, presente e futuro) e a superioridade de Ganesha sobre ele;


A barriga de Ganesha contém infinitos universos. Ela simboliza a benevolência da natureza e equanimidade, a habilidade de Ganesha de sugar os sofrimentos do Universo e de proteger o mundo;

A posição das suas pernas (uma descansando no chão e a outra em pé) indica a importância da vivência e participação no mundo material assim como no mundo espiritual, a habilidade de viver no mundo sem ser do mundo.

Os quatro braços de Ganesha representam os quatro atributos do
corpo súbtil, que são: mente (Manas), intelecto (Buddhi), ego (Ahamkara), e consciênscia condicionada (Chitta).
O Senhor Ganesha representa a pura consciência - o Atman - que permite que estes quatro atributos funcionem em nós;

A mão que segura uma machadinha, é um símbolo da restrição de todos os desejos, que trazem dor e sofrimento. Com esta machadinha Ganesha pode repelir e destruir os obstáculos. A machadinha é também para levar o homem para o caminho da verdade e da retidão;

A segunda mão segura um chicote, símbolo da força que leva o devoto para a eterna beatitude de Deus. O chicote fala-nos que os apegos mundanos e desejos devem ser deixados de lado;

A terceira mão, que está em direção ao devoto, está numa pose de bênçãos, refúgio e protecção (
abhaya);

A quarta mão segura uma flor de lótus (
padma), e ela simboliza o mais alto objectivo da evolução humana, a realização do seu verdadeiro eu.

Ganesha é também definido como Omkara ou Aumkara, que significa "tendo a forma de Om (ou Aum). De facto, a forma do seu corpo é uma cópia do traçado da letra Devanagari que indica este grande Bija Mantra. Por causa disso, Ganesha é considerado a encarnação corporal do Cosmos inteiro, Ele que está na base de todo o mundo fenomenal (Vishvadhara,Jagadoddhara).
Além disso, na Linguagem Tamil, a sílaba sagrada é indicada precisamente por uma letra que relembra o formato da cabeça de Ganesha.

A presa quebrada de Ganesha, como descrita acima, simboliza inicialmente a sua habilidade de superar ou "quebrar" as ilusões da dualidade. Porém, existem muitos outros sentidos que têm sido associados a este símbolo.

Um elefante normalmente tem duas presas. A mente também frequentemente propõe duas alternativas: o bom e o mau, o excelente e o expediente, facto e a fantasia. A cabeça de elefante do Senhor Ganesha porém tem apenas uma presa por isso ele é chamado "Ekadantha," que significa "Ele que tem apenas uma presa", para lembrar a todos que é necessário possuir determinação mental.

De acordo com uma interpretação, o divino veículo de Ganesha, o rato ou mushika representa sabedoria, talento e inteligência. Ele simboliza investigação diminuta de um assunto difícil. Um rato vive uma vida clandestina nos esgotos. Então ele é também um símbolo da ignorância que é dominante nas trevas e que teme a luz do conhecimento.
Como veículo do Senhor Ganesha, o rato ensina-nos a estar sempre alerta e a iluminar o nosso eu interior com a luz do conhecimento.

Ambos Ganesha e Mushika amam
modaka, um doce que é tradicionalmente oferecido para os dois durante cerimónias de adoração.
O Mushika é normalmente representado como sendo muito pequeno em relação a Ganesha, em contraste para as representações dos veículos das outras divindades.

Porém, já foi tradicional na arte Maharashtriana representar Mushika como um rato muito grande, e Ganesha estando montado nele como se fosse um cavalo.

Outra interpretação diz que o rato (Mushika ou Akhu) representa o
ego, a mente com todos os seus desejos, e o orgulho da individualidade.
Ganesha, guiando sobre o rato, se torna o mestre (e não o escravo) dessas tendências, indicando o poder que o intelecto e as faculdades discriminatórias têm sobre a mente.

O rato (extremamente voraz por natureza) é frequentemente representado próximo a uma bandeja de doces com seus olhos virados em direção de Ganesha, enquanto ele segura um punhado de comida entre as suas patas, como se esperasse uma ordem de Ganesha.

Isto representa a mente que foi completamente subordinada à faculdade superior do intelecto, a mente sob estrita supervisão, que olha fixamente para Ganesha e não se aproxima da comida sem a sua permissão.

terça-feira, 10 de abril de 2007

sábado, 17 de março de 2007