sábado, 4 de maio de 2013
Dói tanto quando nos mentem, quando nos convencem do que estamos a viver é uma verdade...
Cativam-nos e não se responsabilizam se falam ou não verdade.
Tenho tido dores que já jamais imaginei sentir, tenho tido culpas pras quais não contribuí.
Têm-me colocado em sítios nos quais pensava poder estar.
Nunca pensei que viver pudesse sair tão caro.
E grito não mereço! eu não mereçoooooooooooooooooo...
domingo, 27 de maio de 2012
incertezas
as incertezas abundam em mim ... distorcem,confundem,questionam
são donas e senhoras...
são excelências que me param...que me gelam e assustam
as incerteza meigas genuínas, trazem o melhor pra mim...
trazem o tempo...
param o momento...
e perguntam...
e as vezes repondo certa de mim...
e as vezes perco-me no que procuro de mim.
incertezas sim.
quarta-feira, 7 de março de 2012
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
tu és.
o que dizer quando sentimos que algo nos falta..e o que falta somos nós...
somos nós...nós estamos em falta, estamos opostos distantes e firmes da falta que fazemos um ao outro.
fazes-me falta...sou egoísta e tu altruísta, esperançoso, positivo.
nem sei como o meu mar não afoga a tua voz...
és pacato,terno...
és a diferença que me faz falta.
somos nós...nós estamos em falta, estamos opostos distantes e firmes da falta que fazemos um ao outro.
fazes-me falta...sou egoísta e tu altruísta, esperançoso, positivo.
nem sei como o meu mar não afoga a tua voz...
és pacato,terno...
és a diferença que me faz falta.
sábado, 8 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Angústia Tortura do pensar! Triste lamento!
Quem nos dera calar a tua voz!
Quem nos dera cá dentro, muito a sós,
Estrangular a hidra num momento!
E não se quer pensar! ... e o pensamento
Sempre a morder-nos bem, dentro de nós ...
Querer apagar no céu – ó sonho atroz! –
O brilho duma estrela, com o vento! ...
E não se apaga, não ... nada se apaga!
Vem sempre rastejando como a vaga ...
Vem sempre perguntando: “O que te resta? ...”
Ah! não ser mais que o vago, o infinito!
Ser pedaço de gelo, ser granito,
Ser rugido de tigre na floresta!
Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"
Quem nos dera calar a tua voz!
Quem nos dera cá dentro, muito a sós,
Estrangular a hidra num momento!
E não se quer pensar! ... e o pensamento
Sempre a morder-nos bem, dentro de nós ...
Querer apagar no céu – ó sonho atroz! –
O brilho duma estrela, com o vento! ...
E não se apaga, não ... nada se apaga!
Vem sempre rastejando como a vaga ...
Vem sempre perguntando: “O que te resta? ...”
Ah! não ser mais que o vago, o infinito!
Ser pedaço de gelo, ser granito,
Ser rugido de tigre na floresta!
Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"
terça-feira, 3 de maio de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
Amar!
Florbela Espanca
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Florbela Espanca
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
NOX
Noite, vão para ti meus pensamentos,
Quando olho e vejo, à luz cruel do dia,
Tanto estéril lutar, tanta agonia,
E inúteis tantos ásperos tormentos...
Tu, ao menos, abafas os lamentos,
Que se exalam da trágica enxovia...
O eterno Mal, que ruge e desvaria,
Em ti descansa e esquece alguns momentos...
Oh! Antes tu também adormecesses
Por uma vez, e eterna, inalterável,
Caindo sobre o Mundo, te esquecesses,
E ele, o Mundo, sem mais lutar nem ver,
Dormisse no teu seio inviolável,
Noite sem termo, noite do Não-ser!
Dos "Sonetos"
Antero de Quental
Noite, vão para ti meus pensamentos,
Quando olho e vejo, à luz cruel do dia,
Tanto estéril lutar, tanta agonia,
E inúteis tantos ásperos tormentos...
Tu, ao menos, abafas os lamentos,
Que se exalam da trágica enxovia...
O eterno Mal, que ruge e desvaria,
Em ti descansa e esquece alguns momentos...
Oh! Antes tu também adormecesses
Por uma vez, e eterna, inalterável,
Caindo sobre o Mundo, te esquecesses,
E ele, o Mundo, sem mais lutar nem ver,
Dormisse no teu seio inviolável,
Noite sem termo, noite do Não-ser!
Dos "Sonetos"
Antero de Quental
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
um fio.
linhas e nós formam redes...
queremos a vida como uma linha...
por mais que te esforces...ela formará nós...
encruzilhadas.
quem somos...como somos...para onde vamos...porque estamos?
rede esta!
esta rede por onde passas e não ficas.
rede de nós e poucas conquistas.
rede de gentes sós.
rede de entre linhas.
queremos a vida como uma linha...
por mais que te esforces...ela formará nós...
encruzilhadas.
quem somos...como somos...para onde vamos...porque estamos?
rede esta!
esta rede por onde passas e não ficas.
rede de nós e poucas conquistas.
rede de gentes sós.
rede de entre linhas.
domingo, 19 de dezembro de 2010
buraco.
tenho dores que me rasgam como se de um tecido se tratasse.
eles não conseguiram...
como se magoa tanto uma pessoa que prometemos amar, cuidar...
o que a vida nos faz...
o que fazemos nós à vida que temos...
só posso nisto aguentar...
aguentar todas a ladeiras...
todas as formas e beiras...
e cuidar.
tenho de cuidar de ti como o fizeste por mim...
que agrura tem a tua vida
que dor tenho
que medo sinto
que buraco finto...
eles não conseguiram...
como se magoa tanto uma pessoa que prometemos amar, cuidar...
o que a vida nos faz...
o que fazemos nós à vida que temos...
só posso nisto aguentar...
aguentar todas a ladeiras...
todas as formas e beiras...
e cuidar.
tenho de cuidar de ti como o fizeste por mim...
que agrura tem a tua vida
que dor tenho
que medo sinto
que buraco finto...
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